sábado, 21 de janeiro de 2023

21 de janeiro de 2023 - 1º ano de doutorado

 Hoje, aos 39 anos, decidi voltar a escrever um diário. Pensei em escrever em um caderno bonito que está aqui na estante, mas me lembrei desse blog e resolvi escrever aqui. Primeiro, porque fiquei com dó de usar o tal caderno para uma finalidade que me parece ser banal. Segundo, porque pensei que pode ser interessante para mim escrever esse diário pelo computador. Importante destacar aqui: a decisão de escrever esse diário é porque hoje, me dei conta, que a escrita pode ser terapêutica. Eu e eu mesmo, dizendo sobre a vida, sobre os meus pensamentos e sobre a escrita na minha vida de estudante, mais especificamente, doutoranda em educação. 

Então, abri o blogger e aqui estou. Interessante que a última publicação deste blog é de muito tempo atrás... Acho que uns dez anos. Ele foi criado como uma tarefa de uma pós-graduação em Educação Especial que iniciei e não conclui. (Nota: depois quero falar aqui sobre começar e não concluir). A última publicação foi de 2011, eu acho. Lembro que quando criei o blog achei interessante e pensei em continuar com ele. De fato continuei, fazendo posts sobre a temática da Educação Especial e o Atendimento Educacional Especializado.

Corta para mim, agora, voltando para o blog para escrever algo análogo. Estou pesquisando no campo da Educação Especial, o meu objeto de pesquisa é o Atendimento Educacional Especializado e a escrita neste blog é uma estratégia para evitar o bloqueio na escrita. 

Não quero sofrer com a escrita da tese. Quero ter um doutorado leve. Quero que seja prazeroso. Quero me sentir capaz e produzir uma tese com relevância para a área. Todas são resoluções e frases que foram ditas por mim essa semana. Grande passo para quem passou grande parte do ano passado, de junho de 2022 para frente, sofrendo com a escrita.

A escrita acadêmica me remete a um sofrimento e no ano passado, desconfio que um processo de adoecimento. Faço terapia desde junho de 2021, quando estávamos em isolamento, em função da pandemia, trabalhava em home office e ainda estava cuidando da minha mãe recém operada que eu escolhi que estivesse hospedada em minha casa. Só sei que em sábado de manhã eu surtei aqui e decidi que no início da semana seguinte começaria a terapia. Depois volto nesse episódio e nas explosões emocionais... Feito esse parêntese, uma frase que me marcou em uma sessão de terapia do ano passado foi quando a psicóloga disse que eu estava embotada. Dei um google e entendi que embotamento era um estado de adoecimento psicológico. Eu que em boa parte da minha vida adulta estive envolta às questões da loucura e da saúde mental em minha vida, senti medo. Medo de enlouquecer... Por causa da tese? Não somente. Mas a escrita, o bloquei que eu sentia para escrever, a relação doentia que tinha com a escrita e a minha suposta dificuldade de escrever foram um dos fatores para esse estado de embotamento. 

Terminei o ano e pensei que isso precisava mudar. Essa é minha resolução de início de ano. Quero fazer diferente. Quero que esses anos no doutorado sejam anos felizes, prazerosos, cheio de vida, afeto, emoções. Quero me sentir bem ao escrever e que essa experiência seja algo que eu me orgulhe. Não somente pelo título, mas também pela alegria de ter produzido uma tese bacana.

Conclui o mestrado em 2010. Fevereiro de 2010. Nesse ano fazem quase 13 anos. E só retomei o doutorado depois de 12 anos da minha defesa da dissertação de mestrado. Foi sofrido. Fiquei anos sem nem abrir o texto da dissertação. Demorei muito para solicitar o meu diploma e entregar a versão final encadernada na secretaria do programa e não fiquei com nenhuma dessas versões bonitas aqui para mim. Pensando bem acho que vou fazer uma para deixar aqui no meu escritório. 

Em 2021 decidi que iria voltar a estudar. Sempre gostei de estudar - durante toda a minha vida - e minha professora, amiga e novamente minha orientadora me incentivou. Nos primeiros meses de 2022 quando ingressei no doutorado achei que tinha me curado dos traumas com a escrita, com o estudo e com a produção da dissertação. Estava de novo radiante com a possibilidade de estar estudando, aprendendo, conhecendo pessoas e ideias novas. E olha que eu já estava casada, com quase quarenta anos e com um filho com quatro anos, na ocasião. Mas não era verdade. Eu não tinha me curado. Bastou chegar o tempo da escrita de trabalhos finais, exercícios, atividades pequenas que envolviam a escrita que eu não fazia. Não entregava, fazia de última hora.

E os sentimentos... Incapacidade, vergonha, tristeza, ansiedade, vontade de desistir, sentimento de que aquele não era o meu lugar, que eu não era boa o suficiente... Então, fui adoecendo... Várias amigas, a quem só tenho a agradecer, foram percebendo que eu estava diferente, que eu tinha perdido o brilho, a risada frouxa (que é uma das minhas características), perdido a energia, perdido a memória, o desejo, o interesse... E foi indo... Até chegar a pensar em pedir no Colegiado do programa para adiar a escrita do projeto.

E até escrevi uma carta para fazer esse pedido. Fiquei pensando aqui em reler essa carta. Tem uma outra questão minha que penso poder resolver nessa escrita terapêutica (são muitas questões kkk culpa, agressividade, medo de fracassar, bloqueio da escrita, grande senso de autocrítica e a capacidade que tenho para criar desculpas e elaborar um enredo para justificar as minhas faltas e falhas). 

Mas, por hoje, é isso. Eu entreguei o projeto por volta de 21h do dia 23 de dezembro de 2022. O prazo final para envio era à meia noite. Eu reli o que eu escrevi e gostei. Precisa de ajustes, claro, mas eu gostei. Então é isso, em meio à lágrimas e todo sofrimento do ano passado, acho que ressurgi esse ano querendo mudar. Fazer diferente.

Nota: amanhã quero falar/escrever sobre a Educação Especial em minha vida e meus valores nesse campo. Quero falar também sobre as minhas escritas espontâneas na infância... sentada na lage da minha casa. 




sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Atendimento Educacional Especializado com o aluno deficiente intelectual

Jogo Cara a Cara no
AEE com o aluno deficiente intelectual 



Desde minha infância fui apaixonada por jogos de tabuleiro. Dentre os meus jogos prediletos estavam o Jogo da Vida, Imagem e Ação, War, Banco Imobiliário e o Cara a Cara. Cara a Cara foi um jogo de tabuleiro lançado em 1986 pela empresa Estrela. É composto por dois tabuleiros e fichas com imagem de personagens e seus respectivos nomes.
Cada participante escolhe uma ficha contendo a imagem de um personagem. Deve fazer perguntas ao adversário, cujas respostas só podem ser sim ou não, referentes às características dos personagens, por exemplo, cor dos olhos, cor do cabelo, uso de óculos, tamanho da boca e outros. A medida que as perguntas são respondidas, deve-se descartar as opções do tabuleiro que não correspondem a dica dada. O objetivo do jogo é através de perguntas e raciocínio lógico, descobrir o personagem do seu adversário.
Em meu trabalho no Atendimento Educacional Especializado revisitei este meu antigo gosto por jogos de tabuleiro buscando desenvolver um trabalho prazeroso e funcional com os alunos com deficiência intelectual. Busquei e encontrei a versão mais recente do jogo Cara a Cara.
No trabalho com alunos com deficiência intelectual o jogo Cara a Cara contribui para o seu desenvolvimento cognitivo. Considerando as características cognitivas do aluno com deficiência intelectual, este jogo possibilita a intervenção do docente para que o aluno seja capaz de realizar o planejamento das suas ações diante de uma situação problema, de exercitar a auto-regulação e a metacognição.
Ao utilizar o jogo Cara a Cara como um recurso pedagógico, inicialmente, o primeiro desafio será explorar as fichas e o tabuleiro do jogo. O professor de AEE poderá estimular o aluno a conhecer cada um dos personagens que constam nas fichas e desenvolver a percepção de suas características, semelhanças e diferenças. Pode-se solicitar que o aluno faça diferentes tipos de agrupamento e pareamento considerando o sexo (homem ou mulher), a cor do cabelo, dos olhos, da barba, da sobrancelha, o uso de óculos, chapéu, boné, o tamanho da boca e outros.
Posteriormente, o desafio será compreender as regras e segui-las durante a execução do jogo. Neste momento, é fundamental explorar os atendimentos em grupo, com dois ou mais alunos com deficiência intelectual, no qual o professor de AEE deve ser o mediador durante o jogo. Posteriormente, o aluno deve ser orientado a construir estratégias para jogar e vencer o seu adversário. Em caso de alunos alfabetizados pode-se estimular também o uso funcional da leitura e escrita para leitura do nome dos personagens, para o registro escrito do desenvolvimento do jogo, dentre outras atividades.
Em minha prática no AEE, observei também que o jogo favorece o desenvolvimento da atenção seletiva, da memória visual e auditiva, favorece a troca simbólica com os pares e, por meio da intervenção do docente, poderá possibilitar que o aluno deficiente intelectual construa estratégias para mobilizar os próprios recursos cognitivos, desenvolver maior autonomia intelectual e a auto-estima.
É possível adaptar o jogo, ampliando as fichas de personagens e as peças do tabuleiro para facilitar o manuseio e para explorar com maior ênfase as características dos personagens. No entanto, até o momento utilizei este recurso apenas em sua versão original.
As atividades com o jogo Cara a Cara são muito prazerosas. Os alunos com os quais desenvolvi atividades envolvendo este jogo melhoraram a qualidade das relações sociais, experimentaram experiências de sucesso e diminuíram gradativamente a dependência do outro para a realização do jogo. Sugiro a todos/as professores/as de AEE e seus respectivos alunos que se divirtam e aprendam muito jogando Cara a Cara!




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Deficiência Física - Recursos de Tecnologia Assistiva

Informática Acessível

Imagem disponível em:http://luiz-projeto3.wikispaces.com/introducao. Acesso em 02/09/2013.


Uma questão importante no Atendimento Educacional Especializado para o/a aluno/a com deficiência física diz respeito à acessibilidade. Acessibilidade é condição de possibilidade para a transposição dos entraves que representam a efetiva participação de pessoas nos vários âmbitos da vida social. A acessibilidade é, portanto, condição fundamental e imprescindível a todo e qualquer processo de inclusão educacional, e se apresenta em múltiplas dimensões, incluindo aquelas de natureza atitudinal, física, tecnológica, informacional, comunicacional, linguística e pedagógica, dentre outras.

A informática acessível configura-se como uma grande possibilidade, no espaço educacional inclusivo, uma vez que por meio do uso do computador o/a aluno/a poderá acessar informação em sites e bibliotecas digitais, fazer pesquisas individualmente ou em grupo, desenvolver habilidades de comunicação com auxílio de uma variedade de ferramentas (ex.: e-mails, mensagens instantâneas, fóruns, blogs), produzir conhecimento com seus colegas e com crianças e jovens de outras escolas veiculados em diferentes mídias (ex.: textos, imagens, sons, vídeos, apresentações multimídia, sites), integrar redes sociais. Além de poder utilizar diferentes softwares educativos e produzir conhecimento de forma autônoma, instigante e interativa. 

Dentre os recursos da informática acessível está o Mouse Big Track Trackball. Mouse especial com esfera gigante de 7 cm de diâmetro, que possibilita o movimento do cursor na tela exigindo menor necessidade de controle motor fino por parte do usuário. Possui dois botões grandes com funções equivalentes às teclas esquerda e direita do mouse convencional e um visual muito atraente e cores vivas. O modelo adaptado permite a conexão de dois acionadores externos para executar em paralelo as funções dos botões azuis (teclas esquerda e direita do mouse convencional).

Imagem disponível em: www.click.com.br. Acesso em 02/09/2013.

Este recurso pode ser útil, por exemplo, nas atividades envolvendo produções de texto por meio do computador, acesso à sites para  pesquisas e ainda viabilizar formas alternativas de comunicação, com o uso de softwares como o Boardmaker. É funcional para aquele/a aluno/a que não é capaz de manusear o mouse convencional, mas tem algum controle do movimento da mão. Poderá ampliar a habilidade funcional do/a estudante em produzir registros escritos e, também, de comunicação caso seja utilizado conjuntamente com um software de comunicação alternativa.

Uma pessoa com deficiência física, devido a sua limitação de mobilidade e comunicação, tende a usar mais o computador e, através dele, passa a ter acesso a lugares e conhecimentos de seu interesse. Para aqueles que possuem dificuldade de comunicação, o computador pode se tornar uma ferramenta de expressão quando utilizado para transmitir idéias, necessidades, sentimentos, etc.

Ao mediar a utilização deste recurso, tanto o/a professor/a de AEE como o/a professor/a da sala de aula regular, poderão ampliar a participação social da pessoa com deficiência física, suas possibilidades de desenvolvimento de habilidades, entendendo suas potencialidades e assistindo-os/as em suas restrições, não somente aquelas impostas pela condição física (alteração da estrutura e função do corpo biológico), mas também as de ordem psicológicas, educacionais e sociais.  


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O papel do professor do AEE na escola e na Sala Recurso Multifuncional

O professor de Atendimento Educacional Especializado é um agente fundamental na política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Este profissional deve garantir o direito dos alunos com deficiência ao acesso à educação, em ambiente escolar que não seja segregado, juntamente com seus pares da mesma idade. Acesso, permanência e continuidade dos estudos destes alunos devem ser garantidos nas escolas comuns para que se beneficiem desse ambiente escolar e aprendam conforme suas possibilidades. 
O professor de AEE deve cumprir a função de complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem. São atribuições do professor de AEE identificar, elaborar e produzir esses recursos pedagógicos e de acessibilidade, acompanhar a funcionalidade e aplicabilidade desses recursos na sala comum, organizar o tipo e o número de atendimentos de cada aluno na sala recurso, orientar professores da sala comum e família sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo aluno, estabelecer parcerias com áreas intersetoriais, elaborar e executar o Plano de Atendimento Educacional Especializado. 
O Plano de AEE é o norte do trabalho do professor de AEE. Nele constam os objetivos centrais do atendimento, as necessidades principais dos alunos que precisam ser atendidas, os recursos a serem utilizados, produzidos e/ou adquiridos, as parcerias a serem realizadas para o atendimento do aluno, as ações a serem desenvolvidas em prol da aprendizagem e o desenvolvimento do aluno com deficiência, altas habilidades e transtorno global do desenvolvimento. O Plano de AEE deve indicar o tempo previsto, as organizações dos atendimentos em grupo ou individuais e os resultados esperados. Desta forma o plano do AEE contribui para a aprendizagem e desenvolvimento dos alunos atendidos na SRM, pois ele é o instrumento de planejamento que garante a orientação das ações do professor de AEE focado nas necessidades de cada aluno com deficiência e adequado à política educacional e à legislação educacional vigente.
Este plano de AEE deve ser elaborado a partir de um Estudo de Caso. O professor de AEE deve coletar informações sobre cada um dos alunos com os familiares, os professores da escola comum, pedagogos e demais profissionais da escola e profissionais da área clínica que, por ventura, atenderem estes alunos. O professor de AEE deve estar atento às barreiras enfrentadas pelo aluno no ensino regular para sua participação, aprendizagem e desenvolvimento pleno e suas potencialidades. A partir daí irá identificar as necessidades educacionais específicas dos alunos, definir os recursos necessários e as atividades a serem desenvolvidas no atendimento educacional especializado. Pretende-se, assim, assegurar as condições para a aprendizagem de TODOS na escola comum inclusiva.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Divulgação do site Pró-inclusão

O site foi produzida pela ONG Pró-inclusão formada por familiares, profissionais, professores do Rio Grande do Sul com o objetivo de divulgar o conceito de inclusão escolar e contribuir para transformar as escolas tendo como centro a escola de qualidade para todos. A página de apresentação foi escrita por dois jovens com paralisia cerebral o que mostra que o site é feito com a contribuição dos deficientes, como sujeitos ativos na transformação das escolas em escolas inclusivas. O site conta com dois textos sobre o tema da autora Maria Tereza Montoan, a saber: "Todas as crianças são bem-vindas na escola" e "Integração X Inclusão: Escola (de qualidade) para Todos". Além disso, divulga vários eventos realizados e Links para a inclusão. É uma excelente fonte para pesquisa no tema educação inclusiva. Referência Bibliográfica: http://www.pro-inclusao.org.br/index.html. Acesso em 19/05/2013.

Rafinha 2.0 e a geração do conteúdo


O vídeo “Rafinha 2.0” apresenta o personagem Rafinha, fruto da geração dos anos 2000, a Geração C – geração do conteúdo, da colaboração e que está conectada o tempo todo. Esta geração, diferente da minha, nasceu junto com a difusão em massa do celular, do computador pessoal, da internet, do video game, do mp3 e de outras tecnologias. Jovens que lidam com facilidade com todas essas ferramentas tecnológicas e que não sobreviveriam sem acesso a informação fácil e com rapidez, sem a possibilidade de comunicar em tempo real independente da distância, sem a possibilidade de registrar por foto, vídeo e postar on line todas as experiências do seu dia-a-dia. Essa geração das tecnologias vive em um mundo globalizado, em que as empresas estão no centro em uma nova postura (empresas importando com sua reputação, no que se refere à transparência, sustentabilidade, responsabilidade social e ambiental) diante de uma mercado consumidor global e muito exigente. Essa geração não só acessa a informação em grande volume e com grande rapidez como também produz informação, compartilha com seus amigos e ajuda a divulgar experiências positivas e a criticar atitudes e práticas consideradas negativas. Esses jovens são parte de uma rede que conecta pessoas, que aproxima suas vidas e que difunde comportamentos e ideias.

"Help Desk na Idade Média" - Sobre os desafios diante das tecnologias

O vídeo "HelpDesk na Idade Média" apresenta de forma bem humorada as dificuldades encontradas diante das tecnologias. O livro, o rádio, a televisão, o vídeo cassete, o telefone já foram para outras gerações tecnologias inovadoras e que geraram muita angústia e receio diante das novas ferramentas e das práticas transformadas pela introdução das novas tecnologias. Foram fantásticas as dúvidas apresentadas diante do livro, “o novo sistema”, quanto à forma como deve ser manuseado o livro, a orientação do texto nas páginas, a direção da leitura, o medo de perder o texto que estava escrito. E as comparações feitas sobre os benefícios comparado aos textos nos papiros. Nos sentimos assim quando estamos diante do novo. Ficamos receosos e nos sentimos inseguros por não saber o que fazer. As tecnologias mudam as nossas práticas e podem facilitar a nossa vida, se estivermos dispostos à aprender e arriscar sem medo de errar e de solicitar auxílio se for necessário.